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Saliência

Modo pelo qual um item ou expressão se destaca do contexto ou conjunto de insumo para que seja percebido pelo adquirente ou aprendiz. A saliência pode ter implicações para a detecção e processamento do insumo. Por exemplo, a saliência de uma palavra oralisada pode depender de: a) a posição do fonema numa palavra; b) a ênfase dada a palavra na fala; c) a posição da palavra na frase.

V. tb.: Hipótese da Ordem Natural, Insumo, Frequência, Processamento do Insumo, Insumo Adquirido.

Segunda Língua

Condição de uma língua que se apresenta para ser aprendida e falada/escrita como uma outra língua ou como uma língua não materna que circunda nas adjacências do espaço do idioma usado pelo aprendente como língua materna. Sentido genérico de língua que se aprende depois da materna aproximando-se conceitualmente de Língua Estrangeira. Língua oficial de escolarização, de vida política e negócios como em países pós-coloniais africanos. Um traço distintivo da segunda língua em oposição à língua estrangeira é a comunicação real necessária para os estudos de conteúdos escolares.

V. tb.: Língua Estrangeira, Língua Materna.

Senso de Plausibilidade

O sentido que o professor já pode derivar do seu próprio ensinar. O senso de plausibilidade do professor em relação ao ensino que produz é a intuição pedagógica de como ocorre o ensino de uma dada língua vis-à-vis a aprendizagem ocorrida entre os aprendentes. Esse sentido pessoal de coerência pode variar não só em seu conteúdo de um professor para outro, mas pode estar mais ou menos completo, mais ou menos pensado e articulado, entre diferentes professores. Quando o sentido de plausibilidade está operante (ativo), diz-se que o professor está consciente de seu papel e habilidades, por exemplo, e está em condições de se abrir a reflexões. Ao contrário, quando o ensinar de um professor está naturalizado e ele não está aberto a pensar e conhecer o que se passa, diz-se que o seu senso de plausibilidade está dormente ou vegetativo.

V. tb.: Competência Profissional, Reflexão.

Sentido

Significado que o agente (aprendiz, professor de língua e terceiros envolvidos) constrói na comunicação ou interação propositada em práticas sociais no ambiente de aprendizagem, levando-se em consideração as várias facetas do universo sócio-linguístico-cultural e histórico. Trata-se de valor de verdade sinalizado na troca discursiva enquanto se empreende a aquisição de um novo idioma.

V. tb.: Aprendizagem significativa de línguas, Interação propositada.

Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória

Um componente da competência comunicativa constituído por sub-subcompetências de compensação e de realce da comunicação. Quanto mais eloquente e apropriado for o falante, mais sofisticada sua competência enfático-compensatória para o alcance de objetivos comunicativos. As sub-subcompetências comunicativas nela compreendidas são a Formulaica, a Estética e a Lúdica.

V. tb.: Fluência.

Sub-Subcompetência Comunicativa Estética

Capacidade do aprendiz de uma nova língua para compreender e, em menor grau, produzir linguagem estética (por ex. ficção, poesia, publicidade). Esta competência é um sub-subcomponente da competência comunicativa do estudante de línguas. Intimamente ligada à sensibilidade, a dimensão estética se instaura como aprofundamento da competência geral de comunicação.

V. tb.: Competência Comunicativa, Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória.

Sub-Subcompetência Comunicativa Estratégica

Capacidade do aprendiz de uma nova língua para compreender e, em menor grau, produzir linguagem estética (por ex. ficção, poesia, publicidade). Esta competência é um sub-subcomponente da competência comunicativa do estudante de línguas. Intimamente ligada à sensibilidade, a dimensão estética se instaura como aprofundamento da competência geral de comunicação.

V. tb.: Competência Comunicativa, Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória.

Sub-Subcompetência Comunicativa Lúdica

Função específica da competência comunicativa que permite brincar com aspectos da nova língua como pronúncia, expressões, reversões de posição sintática, rimas jocosas ou melódicas, entre outras.

V. tb.: Competência Comunicativa, Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória.

Sub-Subcompetência Interacional Discursiva

Capacidade de manutenção do fluxo discursivo entre usuários de uma dada língua para a compreensão e expressão de significados situados num dado contexto.

V. tb.: Competência Comunicativa, Interação, Base Sociocultural.

Sub-Subcompetência Interacional Textual

Capacidade de composição e leitura de textos em gêneros distintos.

V. tb.: Competência Comunicativa, Base Sociocultural, Subcompetência Comunicativa Interacional.

Sub-Subcompetência Metacomunicacional

Capacidade do falante de uma língua de saber reconhecer e explicar com taxonomia adequada aspectos discerníveis da comunicação. Quando o falante possui essa consciência desenvolvida, ele conhece e sabe articular com taxonomia própria as chamadas regras de operação da comunicação como aglomerados de atos de fala situacionalmente organizados, funções comunicativas em contextos específicos, escala de formalidade e estilos conversacionais, entre muitas outras.

V. tb.: Competência Comunicativa.

Sub-Subcompetência Metalinguística

Conhecimentos e capacidade de citação de regras explícitas com nomenclatura específica aprendidas conscientemente pelo falante ou aprendiz de uma língua que requerem tempo suficiente para acesso e formulação de frases que delas dependem para “aplicação” correta da gramática.

V. tb.: Competência Linguístico-Comunicativa.

Sub-Subsubcompetência Comunicativa Formulaica

Capacidade de uso de padrões de sentenças, colocações de palavras ou de estruturas frasais, inclusive os clichês, frases lexicais associadas a atos de fala, palavras multifuncionais e díades conversacionais.

V. tb.: Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória.

Subcompetência Comunicativa Interacional

Capacidade de colocar-se em comunicação com outros, seja ela oral ou por escrito. As ações comunicacionais se dão sob atitudes dos participantes e num pano de fundo de aspectos culturais que orientam o que se diz ou faz via linguagem nas interações. O guarda-chuva da competência interacional é formado por operações discursivas e textuais.

V. tb.: Competência Comunicativa, Base Sociocultural, Interação.

Sugestopedia

O mesmo que Método Sugestopédico.