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Materiais Didáticos

A segunda de quatro materialidades praticadas por um professor de língua em seu ofício. Materiais são codificações de ação para que professores e alunos produzam ações para experienciar a nova língua nas salas de aulas e nas suas extensões. Todo material tem de ser apreendido em seus propósitos e tornado vivo no desempenho de professores e seus aprendentes. Ao tentarem se apropriar do material, os agentes primeiros e segundos dos processos de ensinar e de aprender ou adquirir línguas devem estar abertos às adaptações, modificações e ajustes às necessidades e desejos de professores e alunos.

V. tb.: Agentes Primeiros, Agentes Segundos, Insumo + 1, Experiência Prévia.

Materialidade da Aprendizagem

Consubstanciação do processo de aprender ou adquirir uma nova língua nas experiências nesta mesma língua na sala de aula ou nas suas extensões.

Materialidades do Ensino de Línguas

Objetivação no mundo físico do processo de ensinar de um professor nas fases ordenadas do planejamento de cursos, a saber, seleção e produção de materiais, a aula com suas extensões e a avaliação.

V. tb.: Abordagem

Memória

Estoque de conhecimentos, procedimentos e asserções lembradas mantidas como reminiscências organicamente articuladas para eventual recuperação desses ingredientes com vistas a criar um pensar, um discurso comunicativo adquirido ou demonstrativos de combinações gramaticais corretas aprendidas conscientemente. A memória é ainda uma base do conhecimento informal, devendo ser reconhecida e refletida, pois, através dela podemos reconhecer significados nas experiências diárias, muitas naturalizadas, gerando novas compreensões e tomadas de decisão durante a vida profissional.

V. tb.: ASL, Abordagem comunicativa.

Memória de Trabalho

Construto teórico relacionado ao cognitivismo neurolinguístico que se refere a mecanismos e processos que promovem o armazenamento temporário e o processamento (manipulação) de informações necessários em atividades cognitivas complexas, como a aquisição/aprendizagem de línguas.

V. tb.: Memória, Cognitivismo, Aprendizagem de Língua, Aquisição de Língua.

Memórias de Ensinar e Aprender Língua (S)

Imagens, roteiros ou esquemas rememoráveis com ou sem consciência, que professores, alunos e terceiros agentes possuem como reserva de conhecimento informal sobre o aprender e o ensinar uma língua (nova, segunda ou materna). Parte integrante da matéria-prima básica para a constituição da competência implícita, essas memórias retomam experiências passadas e as transformam em ação aprendedora ou ensinadora no presente.

V. tb.: Competência Implícita do Aprendiz.

Metalinguagem

Linguagem e termos usados para explicar ou descrever a linguagem como nas gramáticas e dicionários. Nomenclatura específica para se referir a fenômenos da língua e, principalmente, da aprendizagem/aquisição e ensino de línguas. Sistema classificatório para tratar da língua/linguagem e de seu ensino-aprendizagem.

V. tb.: Sub-Subcompetência Metalinguística.

Método

Conjunto de procedimentos para fazer os aprendentes experienciarem a nova língua. Sob essa rubrica do método estão as técnicas que podemos reconhecer e os recursos previstos para apoiar e intensificar as experiências que se criarão nas salas de aula e nas extensões delas.

V. tb.: Abordagem, Metodologia, Método Audiolingual, Método Sugestopédico.

Método Audiolingual

Método da família gramatical que tem por objetivo levar o aprendiz a comunicar-se na língua-alvo através do condicionamento de padrões (estruturas) e da formação de novos hábitos linguísticos. O aluno exercita, primeiro, as habilidades orais (ouvir e falar), e posteriormente, as habilidades escritas (ler e escrever), quando os padrões da língua oral já estiverem internalizados e automatizados. As estruturas linguísticas são apresentadas em ordem crescente de complexidade pela repetição e memorização de diálogos gravados por falantes nativos, cujo modelo de pronúncia é um ideal a ser alcançado. A gramática é ensinada por indução, pelos elementos dados no diálogo, e não são comuns explicações explícitas de regras. No nível elementar, o vocabulário é limitado e controlado, para evitar a ocorrência de erros, os quais são considerados um desenvolvimento indesejável a ser evitado e a pronúncia é ensinada desde o começo, em laboratórios ou em atividades em sala controladas pelo professor.

V. tb.: Abordagem gramatical, Metodologia, Método, Oralidade, Escrita, Letramento, Behaviorismo, Estruturalismo.

Método Reflexivo

Procedimentos de refletir sistemática e fundamentadamente sobre o processo de formação de professores de línguas e de outros agentes visando à descrição do processo para tomada de consciência da abordagem e competências para ensinar e aprender num dado momento da trajetória profissional ou de aprendizagem no caso dos alunos.

V. tb.: Reflexividade, Abordagem Reflexiva, Reflexão Colaborativa, Reflexão Crítica.

Método Sugestopédico

Método para ensino de línguas inspirado em técnicas de relaxamento yoga. Esse método inclui conceitos da psicologia do desenvolvimento, teoria da aprendizagem, procedimentos de ensino de línguas. Baseia-se na ideia principal de que línguas podem ser melhor aprendidas em sessões caracterizadas por relaxamento mental, ambiente confortável, música ambiente, leitura de diálogos com ênfase na memorização de vocabulário, uso freqüente da língua materna para discutir significados e prática de exercícios de tradução, pois acredita-se que a comparação entre as línguas ajuda na ampliação do vocabulário. O professor tem papel central de autoridade, organiza as aulas dentro do contexto de arte, música, drama e literatura e os alunos assumem papéis e novas identidades que interpretam ao longo do curso. O mesmo que SUGESTOPÉDIA.

V. tb.: Abordagem, Metodologia, Método, Método Audiolingual.

Metodologia

Conjunto de explicações trazidas para fundamentar métodos implementados.

V. tb.: Abordagem, Método.

Metodologia da Pesquisa

Conjunto de pressupostos e procedimentos discutidos com os quais realizar pesquisa.

V. tb.: Pesquisa, Pesquisa Aplicada.

Mobilização de Língua

Ação de movimentar, de fazer circular o conhecimento tácito de uma (nova) língua com vistas ao seu uso, de torná-lo dinâmico no uso em situações de comunicação com o propósito de desenvolver competência comunicativa nova. A mobilização se dá tanto na aula, respondendo ao professor, indagando, explicando e participando de tarefas coletivas quanto nas extensões dela (no laboratório, nos trabalhos em grupo em casa, na interação pela internet, etc.). Mobiliza-se o aprendiz para atuar ou agir linguajeiramente em atividades como tarefas, projetos e quebra-cabeças com o propósito de desenvolver na produção de insumo abundante e de qualidade, o que, por sua vez, faz aumentar as chances de se adquirir a nova língua.

V. tb.: Aquisição de Língua, Competência Comunicativa.

Modelo

Função cerebral, comparável a um editor, que se manifesta lembrando regras temporariamente e alterando a produção iniciada pela função geradora (adquirida) de linguagem durante a enunciação escrita ou imediatamente após. Para operar, o monitor consciente de produção por regras necessita, além de saber dizer as regras, ter tempo suficiente para ser acionado. Daí a sua limitação para ser acionado na oralidade.

V. tb.: Aprendizagem de Língua, Filtro Afetivo, Sub-Subcompetência Metalinguística.

Modelo das Competências

Representação teórica de um conjunto restrito e estável de atitudes frente a ações profissionais no âmbito do ensino de línguas materializadas com o apoio de conhecimentos e apropriados, categorizados como cinco competências propiciadoras de vivência na prática de uma dada abordagem ou filosofia de ensinar línguas: linguístico-comunicativa, implícita, teórica de cerne, aplicada e profissional-reflexiva.

V. tb.: Competências de Aprendizes, Competências de Professores de Línguas.

Modelo de Operação Global Formadora para o Ensino de Línguas

Representação teórica da operação complexa de formar-se e vir a ser influenciado na formação para se ensinar profissionalmente uma língua e para se aperfeiçoar sistematicamente como aprendedor ou adquiridor de uma nova língua. Da mesma forma que a Operação Global de Ensino e Aprendizagem de Línguas, a OGF é dirigida por uma abordagem, embora neste caso se aplique à formação dos agentes.

V. tb.: Modelo OGEL

Monitor

Função cerebral, comparável a um editor, que se manifesta lembrando regras temporariamente e alterando a produção iniciada pela função geradora (adquirida) de linguagem durante a enunciação escrita ou imediatamente após. Para operar, o monitor consciente de produção por regras necessita, além de saber dizer as regras, ter tempo suficiente para ser acionado. Daí a sua limitação para ser acionado na oralidade.

V. tb.: Aprendizagem de Língua, Filtro Afetivo, Sub-Subcompetência Metalinguística.

Monolinguismo

Condição reconhecida em grupos de falantes de apenas uma língua com participação numa só cultura ao longo de suas vidas. Ausência de contato entre línguas mantidas por grupos sociais ou étnicos.

V. tb.: Bilinguismo, Línguas em Contato.

Motivações

No singular o termo se refere ao conjunto de fatores internos de ordem afetiva indicador de interesse, percepção de relevância ou desejo de se obter ou produzir alguma coisa. No caso da aquisição de línguas, o objeto é adquirir um comando da nova língua ao abrir-se e ela muitas vezes via assunto ou tópico percebido como promissor. Motivação é um construto coletivo de motivações várias e combinadas distintamente em cada caso de aprendizagem. As motivações se configuram ao se projetarem em motivações pela língua em si, pela cultura ou culturas associadas, pelo ambiente de aprendizagem, pela professora ou pelo professor, pelo material didático, por associação ideológica favorável, pelo país associado a essa língua-alvo. Ao se combinarem em configurações específicas, as motivações se convertem em energia crucial que pode abrir caminho (1) ao insumo ótimo que será processado como competência adquirida ou (2) a qualquer insumo que só poderá ser tratado como aprendizagem consciente de regras.

V. tb.: Filtro Afetivo, Insumo, Estratégia, Consciência, Aquisição de Línguas, Aprendizagem de Línguas.