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Laboratório de Ensino de Línguas

Sala especialmente mobiliada, equipada (com máquinas municiadas por sofwares  especiais)  e decorada para estudar, praticar e vivenciar de modo intensivo (dirigido ou autônomo) a língua que está posta para ser aprendida/adquirida.

Ver Tb.: laboratórios de pesquisa; laboratórios estruturalistas; salas ambiente; salas de vivências 

Laboratório de Línguas como centro de ensino

Ressignificação dos sentidos centrais de Laboratóriopara abranger em torno de um laboratório de línguas a oferta refletida/experimental de cursos seriados de línguas, inclusive a pessoas externas à instituição (extensão).

Ver Tb.: laboratório de pesquisa sobre o ensino de línguas e formação de agentes; laboratório de ensino de línguas

Laboratório de Pesquisa sobre o ensino de línguas e formação de agentes

Sala especialmente mobiliada, equipada com aparelhos e softwares condizentes, para se proceder à pesquisa aplicada sobre os processos de aprendizagem, ensino e formação de agentes, para a guarda de dados e para a formação de novos pesquisadores da área acadêmica e profissional.

Ver Tb.: laboratórios de ensino de línguas; formação científica de professores

Lecto-Escritura

Modalidade de aprendizagem envolvendo a leitura e a escrita como habilidades coordenadas em torno do letramento.

V.tb.: Oralidade.

Letramento

A transformação da tecnologia da escrita e leitura através da escolarização continuada em visão transformada do mundo que exacerba características da comparação e contrastes, leitura e construção de mapas, infográficos e codificações como estratégias racionais de pensar.

V.tb.: Oralidade.

Letras

Denominação tradicional da grande área da Linguagem atualmente. Provém dos estudos das letras clássicas, dos escritos consagrados de grandes pensadores, poetas e ficcionistas. Muitas vezes se confunde com Literatura e algumas vezes com Linguística, duas das três vertentes de que se compõe hoje a formação ampla no âmbito da linguagem. Dos anos 70 em diante, o terceiro ramo científico, o da Linguística Aplicada, voltado para as questões de pesquisa situadas na prática social como, por exemplo, o ensino de língua(s), mostrou-se crescentemente mais relevante para a formação básica nas carreiras da linguagem subsumidas pela etiqueta Letras.

V. tb.: Linguagem.

Língua

Sistema abstrato organizado numa dada estrutura consoante, uma dada cultura cujos elementos se interrelacionam e se re-combinam de maneira regrada para servir o grande propósito comunicacional de uma língua constituída sob um nome (o Português, por exemplo).

V. tb.: Linguagem.

Língua de Acolhimento

Idioma majoritário do país anfitrião de estudantes imigrados ou refugiados ensinado nas escolas como segunda língua.

V. tb.: PLE.

Língua de Contato

Língua de alguma compreensão por parte de falantes minoritários ou despoderizados quando duas ou mais línguas se aproximam através de grupos de falantes desses idiomas distintos que resulta facilitada ou reduzida drasticamente em sua complexidade sistêmica para que possa haver comunicação. Sentido próximo a de um pidgin que emergiu para que possa haver negócios ou trabalho convergente imediatos entre línguas díspares que não serão ensinadas previamente em ambientes formais como o da escola.

V.tb.: Pidgin,Crioulo.

Língua de Herança

Contexto em que a língua e a cultura de crianças e adolescentes filhas de pais imigrantes é ensinada com o objetivo de fortalecimento cultural, melhoria de autoestima ou preservação do patrimônio cultural desses jovens para a riqueza cultural do país de acolhimento.

V. tb.: Língua Materna, Língua de Acolhimento, PLE, Pidgin,Crioulo.

Língua Estrangeira (LE)

Uma língua posta para aprendizagem que não se tem como corrente no país e que usualmente se aloja em ambientes formais escolares de ensino pela disciplina Língua Estrangeira (LE) do currículo escolar, por meio de cursos divididos em níveis de competências a serem alcançadas na LE oferecida por escolas de língua. O termo "língua estrangeira" pode implicar sentido de alheamento pouco propício à aquisição.

V. tb.: Língua-Alvo.

Língua Franca

Língua de uso corrente em toda região de países com núcleos de falantes nativos espalhados geograficamente e falantes desse idioma como língua segunda adquirida e/ou aprendida por falantes de outras línguas de contato da região. São exemplos de línguas francas os idiomas Swahili e Mandinga nas costas africanas orientais e ocidentais, respectivamente.

V. tb.: Língua Mundial.

Língua Materna

Língua que o ser humano adquire, geralmente na primeira infância, a partir do convívio com os pais, demais membros da família e pessoas relacionadas. Em certos casos, quando a criança convive com pessoas que falem línguas diferentes — pais cujas primeiras línguas sejam distintas, por exemplo, — é-lhe possível adquirir simultaneamente o domínio de ambas, situação em que as duas podem ser consideradas línguas maternas. Configura-se, então, uma forma de bilinguismo equilibrado. Língua materna não implica necessariamente a língua da mãe. Outro termo equivalente é o de língua nativa, usado para designar o primeiro idioma adquirido pelo indivíduo. Neste sentido, refere-se a esta língua primeira como L1. No Brasil, comumente se indica o Português como língua-alvo ou a disciplina escolar colocada no currículo. Mas, certamente, estudar Português na escola não equivale a estudar exatamente a língua da casa, a língua familiar dos pais e dos grupos de brinquedo da primeira infância. Neste caso do estudo curricular é preferível dizer-se L1 ou língua nacional (materna para a maioria absoluta da população brasileira).

V. tb.: Língua Nacional.

Língua Mundial

Idioma de franca utilização no plano internacional, aprendida por muitos como uma segunda língua para uso comunicativo em viagens, negócios, estudos e esportes. Uma língua é considerada mundial não apenas pelo grande número de pessoas falantes da mesma num único país ou bloco de países, mas principalmente pela distribuição geográfica generalizada pelos países e continentes, por seu uso em organizações internacionais e em relações diplomáticas e de negócios. Uma língua mundial pode manter traços característicos da língua principal dos novos falantes hibridizando uma grande variante nativa.

V. tb.: Língua Franca.

Língua Nacional

Língua nativa majoritária do povo de uma nação relacionada com um Estado politicamente constituído. A língua nacional é, por isso, vista como a língua de um país. Ter uma língua como própria de um país funciona como um elemento da sua identidade política e cultural. Há línguas nacionais que coincidem com as línguas oficiais, e esse é o caso do português em Portugal e no Brasil. Mas há casos em que tal não acontece, uma vez que existem comunidades infra-nacionais que também falam, ou só falam outra língua, diferente da oficial. É o caso, por exemplo, do galego na Galícia, do basco no País Basco ou do catalão na Catalunha, em relação ao espanhol, língua oficial da Espanha.

V.tb.: Língua Padrão.

Língua Oficial

Língua tomada como meio de comunicação geral e de escolarização num país, ou seja, é a língua que todos os habitantes do país precisam saber, todos precisam usar em todas as ações oficiais. Uma língua oficial se caracteriza por ser a língua obrigatória para todas as ações próprias da relação dos cidadãos com o Estado e do Estado para com seus cidadãos. Um país tem a obrigação de garantir a educação de seus cidadãos na sua língua oficial. Um aspecto importante que resulta disso é que num país podem ser praticadas muitas línguas, mas todas as ações dos cidadãos na relação com o Estado e do Estado com os cidadãos só se faz através da língua oficial caracterizada como Língua Segunda (L2).

V.tb.: Língua padrão.

Língua Padrão

Língua reconhecida como de prestígio na política, comércio, indústria cultural e ciência, e amplamente veiculada na imprensa (jornais, blogues, literatura), radio e TV.

V.tb.: Língua Nacionale Língua Oficial.

Língua para Fins Específicos (LINFE)

Uma modalidade de planejamento de curso de língua no qual necessidades de aprendizagem são particularmente especificáveis e o qual exibe restrição de algum tipo como tempo de estudo, por exemplo.

V. tb.: ELFE, Ensino Instrumental, Língua para Fins Gerais.

Língua para Fins Gerais (LINFG)

Modalidade de oferta de curso de língua para o qual não é possível estabelecer objetivos específicos (dadas necessidades explícitas), mas apenas interesses e, eventualmente, fantasias.

V. tb.: Língua para Fins Gerais, Planejamento de Cursos.

Língua Segunda

Língua adquirida após a primeira(dita materna ou L1) para uso num contexto no qual uma primeira língua se encontra em uso social ou língua oficial em países nos quais grandes línguas nacionais geralmente ágrafas ou de pouco letramento estão vigentes.

V.tb.: Língua Nacional, Língua Oficial, Língua Maternae Língua Estrangeira.

Língua-Alvo

A língua estrangeira, segunda ou mesmo materna que o aprendiz se esforça por aprender, adquirir ou aperfeiçoar. Língua colocada para ser desenvolvida pela aprendizagem ou aquisição.

V.tb.: Língua Estrangeira, Língua Segunda,L1.

Linguagem

Língua em uso comunicativo em contextos sociais.

V. tb.: Língua.

Linguística

Uma das três ciências que compõem a grande área da Linguagem cujo foco recai na descrição da estrutura e do funcionamento da linguagem humana em toda a sua complexidade e dimensões. Dentre os fatos que a Linguística procura descrever e explicar estão os padrões sonoros, gramaticais e lexicais bem como os mecanismos discursivos de uma língua em uso. Evoluções mais recentes incluem variações ou tendências na análise do discurso nas suas várias acepções.

V. tb.: Linguagem.

Linguística Aplicada

Área de investigação científica que constitui uma de três ciências da grande área da Linguagem, aquela cujo foco é o estudo de questões da prática social envolvendo uso de linguagem. Os campos de atividade da Linguística Aplicada contemporânea incluem frequentemente o Ensino e a Aprendizagem de Línguas, a Interpretação, a Tradução e Legendagem, a Terminologia e a Lexicografia Aplicadas e as Relações Sociais Mediadas pela Linguagem.

V. tb.: Linguagem.

Literatura

Grande campo das Letras envolvendo a ficção, obras culturais e a teoria literária.

V.tb.: Linguística Geral, Linguística Aplicada.

Livro Didático

Material impresso contendo seleção de textos, diálogos e atividades codificados para que se tornem ação na sala de aula e nas suas extensões. O LD pode ou não ser acompanhado de um manual do professor, e de um caderno de exercícios pré-selecionados para acompanhar o ensino propiciado pelo livro didático do aluno.  O material suporte que é o LD pode conter ainda recursos a serem acoplados às atividades realizadas dentro e ou fora do contexto escolar, conteúdos nucleares para um curso na forma de insumo apresentado ao estudante da Língua-alvo, seguindo a ordem em que ele se constitui. Esse material geralmente inclui trabalho com a gramática, vocabulário, pronúncia, funções e habilidades de leitura, escrita, compreensão e produção de linguagem oral. Em geral o LD se alinha a uma abordagem de ensino. Assim sendo, quando está em discordância com a abordagem adotada pode funcionar como um elemento inibidor da iniciativa e criatividade do professor.

V. tb.: Língua-alvo, Abordagem, Materialidades do Ensino, Materialidade da Aprendizagem, Materiais Didáticos, Aula, Atividade.