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Facilitação de Aprendizagem

Intervenções pedagógico-metodológicas dos professores de línguas que ajudam a construção de sentido no processo de aprendizagem de uma língua por parte de aprendentes.

V.tb.: Fala modificada do professor, Professorês, Ensino de Língua (Segunda e Estrangeira).

Fala Modificada do Professor

Fala calibrada pela professora ou professor para se comunicar com seus alunos fazendo-se compreender melhor, principalmente em fases iniciais de aprendizagem. As modificações incluem aumento do gestual, repetições estratégicas, ampliação de sonoridade, fraseamentos levemente alterados buscando novas oportunidades de compreensão, escrita de palavras ou frases no quadro, supressão de morfemas, escolha proposital de palavras mais frequentes, entre outras.

V. tb.: Professorês, Insumo Ótimo, Insumo, Paralinguagem.

Fala para Estrangeiros

Linguagem modificada, por falante nativo ou estrangeiro bilíngue (competente) para ser compreendido(a) por não-nativos em processo de aquisição da língua em questão. Este conceito afirma que, da mesma maneira que adultos falam com crianças e modificam o discurso e as palavras usadas, nativos e/ou professores de línguas alteram a forma de enunciar escolhendo o que será dito com o intuito de gerar interação e comunicação.

V. tb.: Professorês, Insumo Ótimo, Interação, Insumo Compreensível.

Falante Não-Nativo

Usuário comunicador numa segunda língua adquirida cuja interlíngua pode ser indiciada por marcas (sotaques) perceptíveis ao interlocutor.

V. tb.: Falante nativo, Aprendiz de Segunda Língua, Língua Estrangeira.

Falante Nativo

Falante que adquiriu uma competência comunicativa plena e fluente de sua primeira língua dos pais e do ambiente circundante que se vale desse idioma para comunicação no dia-a-dia.

V.tb.: Fluência, Competência Linguístico-Comunicativa, Falante Não-Nativo

Fatores Condicionantes da Formação

Fontes de influência externa sobre a formação em marcha nos agentes, particularmente nos professores reconhecidas como cinco no total: a Tradição (crenças, memórias e caráter nacional) e a Teoria formal acumulada em livros e revistas científicas de um lado, e a História do Ensino de Línguas no país, As Políticas de Ensino de Línguas e um Código de ética de outro lado.

V.tb.: Modelo da Operação Geral da Formação, Modelo OGEL. 

Fatores Externos

Segundo as teorias de ASL, são os elementos de origem social/contextual que se coadjuvam para potenciar ou deter o processo de aquisição de uma língua no aprendiz.  São todas as condições do contexto ocorridas fora do aprendiz, como as provas, limitações de tempo, contato com a língua-alvo, distância tipológica entre as línguas, ação de professores, métodos didáticos do docente, entre outros.

V. tb.: Fatores internos, Aquisição de Segunda Língua, Ambiente de aquisição.

Fatores Incidentes na Formação

Domínios de experiência que incidem no desenvolvimento e crescimento do professor de línguas repercutindo na sua abordagem de ensinar ou fontes de influência externa sobre a formação em marcha nos agentes, particularmente nos professores reconhecidas como cinco no total: a Tradição (crenças, memórias e caráter nacional) e a Teoria formal acumulada em livros e revistas científicas de um lado,  a História do Ensino de Línguas no país, As Políticas de Ensino de Línguas e um Código de ética.  

V. tb.: Formação de agentes, Processo de ensino-aprendizagem de línguas,Modelo da Operação Geral da Formação, Modelo OGEL.

Fatores Internos

Elementos de origem cognitiva e comportamental acionados para potenciar ou deter o processo de aquisição de uma língua no aprendente. São todas as condições internas como motivações, sexo ou gênero, ansiedade, histórico de aprendizado de outras línguas, estratégias autônomas, cultura de aprender línguas entre outras.

V. tb.: Diferenças individuais, Fatores externos, Aquisição de Segunda Língua.

Filtro Afetivo

O conjunto de aspectos afetivos configurados de alguma maneira no professor ou aprendente de língua(s). Os elementos formantes do filtro são: as motivações várias (pela língua, sua cultura, pela professora, pelas aulas, pelo material, etc.), o nível de ansiedade, a capacidade de identificação com a cultura, a pressão do grupo de pares, o poder de auto-estima e as atitudes. A aquisição de uma nova língua ou sua aprendizagem, no sentido restrito do termo, acontece sempre sob a vigência de uma dada configuração de filtro que promoverá preponderantemente uma dessas duas formas de aprender, a aquisição ou a aprendizagem. A metáfora para descrever filtros favoráveis ou desfavoráveis à aquisição, preferida na abordagem comunicativa, indica os adjetivos alto ou baixo (como numa comporta). Nem toda manifestação baixa de um elemento será negativa. Baixa ansiedade, por exemplo, é benéfica à aquisição. Prefere-se aludir a filtros positiva ou negativamente configurados para acomodar as combinações de cada caso e analisando se são negativas ou positivas à aquisição ou aprendizagem. Um filtro positivamente configurado (permeável ou poroso) permitiria a permeabilidade ou aproveitamento do insumo grossamente calibrado, aumentando as chances de que a aquisição da nova língua ocorra. O mesmo que AFETIVIDADE.

V. tb.: Atitude, Identificação Cultural, Aquisição de Língua.

Fluência

Capacidade exteriorizada de compreensão e produção de linguagem em fluxo contínuo, sem hesitações. Capacidade de falar à vontade, passando de um tópico para outro com naturalidade, demonstrando segurança sem precisar, necessariamente, preparar o que se vai dizer.

V. tb.: Sub-Competência Comunicativa Enfático-Compensatória.

Forma Linguística

Em oposição a uso comunicativo, a forma linguística são as estruturas descritivas de uma língua e seu emprego em contextos geralmente frasais.

V.tb.: Uso comunicativo.

Formação Continuada de Professores

Atividades com vocação formadora desenvolvidas com professores de línguas após a certificação na formação inicial ou pré-serviço e paralelamente às atividades docentes do professor ou profissional da linguagem. Tais atividades têm como objetivo um aprofundamento do conteúdo disciplinar que o professor ou profissional ministra, uma atualização na concepção filosófica de ensinar essa língua-alvo e uma (re)orientação renovadora das práticas empreendidas pelos professores em formação continuada.

V. tb.: Formação inicial de professores, Competências do Professor.

Formação de Agentes

Processo de vir a tornar-se professor, aprendente ou terceiro em posição influente no ensino e aprendizagem de língua. A formação pode ser espontânea, implícita marcada pela história de vida do agente (tradição, culturas de ensinar e aprender), pelos traços de caráter nacional, pela história do ensino de línguas do país, pelas políticas implantadas de ensino de línguas, pela teoria formal oriunda da pesquisa e por um código de ética vigente.

V.tb.: Agência

Formação de Aprendizes

Processo específico da área de Aquisição e Ensino de Línguas composto de filosofia ou abordagem própria, além das quatro materialidades como, por exemplo, os procedimentos e atividades que apoiam os aprendentes de línguas no aperfeiçoamento de suas competências para adquirir e aprender a nova língua que seus professores partejam.

V. tb.: Formação de Professores de Línguas, Formação de Agentes, Competência Acadêmica do Aprendiz, Competência Aplicada, Competência Inovada do Aprendiz, Competência Explicitadora do Aprendiz, Competência Linguístico-Comunicativa do Aprendiz, Formação Reflexiva, Formação Treinadora.

Formação de Professores de Línguas

Processo único de preparação para atuar como ensinador de uma língua que vai da instalação espontânea de crenças e memórias sobre o aprender e ensinar línguas na escolarização das pessoas até a capacitação profissional formal realizada nas universidades mediante cursos de estudo denominados licenciaturas. Após a certificação a formação é permanente no que se convencionou chamar de formação continuada dos professores.

V. tb.: Formação Continuada de Professores, Configuração Formativa.

Formação Inicial de Professores

Atividades desenvolvidas com sistematicidade durante período determinado, geralmente em nível universitário, anteriores à ação já profissional em sala de aula para que o professor desenvolva dois tipos de competência: a do conteúdo da disciplina a ser ensinada e as profissionais propriamente ditas relativas ao corpo teórico, a saber ensinar a disciplina segundo essas bases e a saber distinguir o exercício profissional ético, de participação em associações, de estímulo a outros e, principalmente, a saber ser reflexivo para superar-se.

V. tb.: Cultura, Cultura de Ensinar, Cultura de Avaliar, Competências do Professor.

Formação Reflexiva

Abordagem polar de formação de agentes (professores, aprendentes e terceiros relevantes) norteada por um conjunto de procedimentos que requerem uma práxis de conhecer, praticar o ensinar e aprender, refletir, voltar a ler e pensar, tomar perspectivas experimentais e transformadoras, voltar à prática, tornar a refletir com sistematicidade e assim por diante.

V. tb.:  Formação de aprendizes, Formação de professores, Formação de agentes, Modelo de Operação Formadora para o Ensino de Línguas.

Formação Treinadora

Abordagem ou filosofia de conceber a formação de agentes calcada na construção de um modelo, geralmente via análise de métodos buscando mescla eclética de traços distintivos tidos como desejáveis pelo formador e, então, treinados para serem depois usados na prática profissional ou de aprendizagem.

V.tb.: Formação reflexiva.

Fossilização

O uso estabilizado de formas reconhecidamente errôneas na interlíngua que o aluno não consegue superar por si mesmo nem com a intervenção corretiva dos professores, muitas vezes sem que o aprendente tenha consciência desses desvios. A fossilização seria, portanto, a recorrência de uma forma não só incorreta, mas também que se acredita impossível de ser mudada durante a produção numa língua-alvo, não importando o grau de exposição a que o aprendiz seja submetido na mesma. A fossilização do aprendiz pode ocorrer em qualquer faixa etária, independentemente de explicação dos desvios observados e de correção direta.

V. tb.: Interlíngua, Erro.

Frequência

Número de ocorrências de um insumo durante um período de aquisição de uma língua. Insumos diferentes aparecem com regularidade variada tanto na fala quanto na escrita. Pode-se observar, por exemplo, que artigos, pronomes, preposições, conjunções e verbos auxiliares aparecem mais frequentemente em enunciados do que verbos, substantivos, adjetivos ou advérbios.

V. tb.: Insumo, Aquisição, Saliência.