A

Abordagem

Composto de concepções dos agentes sobre língua, aprender e ensinar uma nova língua que orienta o processo real de ensino e aprendizado dessa língua-alvo marcando-o com os traços distintivos de uma filosofia de trabalho. Na abordagem se aninha a base de conhecimentos composta majoritariamente por crenças, mas também por pressupostos explicitamente teorizados que vão se agregando e transformando as crenças. Além da base de conhecimentos, no plano das abordagens estão, ainda, os condicionantes afetivos de cada agente e as atitudes mantidas por eles. No ensino contemporâneo de línguas, duas grandes reduções de abordagens co-existem: a estrutural-sistêmico-gramatical e a comunicativo-interacional centradas na forma e no sentido em construção da/na língua-alvo, respectivamente.

V. tb.: Paradigma, Abordagem Comunicativa, Abordagem Gramatical.

Abordagem Adotada ou Escolhida

A abordagem do nosso desejo que se adiciona a outra já enraizada em nossa memória na perspectiva de alterá-la. Uma abordagem parece ser adotada a partir do pensamento vanguardista valorizado numa dada época, ou seja, o melhor "modelo" para nortear as práticas pedagógicas.

V.tb.: Competência aplicada.

Abordagem Comunicacional

O mesmo que Abordagem Comunicativa.

Abordagem Comunicativa

Motivados pelo crescente interesse em se adquirir uma capacidade de uso real de novas línguas e embalados por críticas ao estruturalismo audiolingualista, os apoiadores da abordagem comunicativa propõem que a experiência de adquirir mais do que aprender seja priorizada. O ensino não deveria ser pautado por critérios sistêmicos da língua e, sim, por comunicação compreensível organizada em torno de temas e tópicos, conteúdos de outras disciplinas, projetos e tarefas que valorizam continuamente a produção de sentido entre os participantes da pequena comunidade de uma sala de aula como aspirantes ao uso situado da nova língua. A unidade básica do idioma que requer atenção é o ato comunicativo. A função se sobrepõe à forma. O significado e situações de uso é que inspiram o planejamento didático, bem como a confecção ou escolha de materiais, a construção de experiências comunicacionais de aprender e modos interativos de avaliação da competência comunicativa na nova língua.

V. tb.: Competência Comunicacional.

Abordagem Desejada

Uma projeção revelada verbalmente do desejo da professora ou do professor de língua numa direção considerada preferencial ou mais produtiva, seja para o ensinar, seja para o aprender uma (nova) língua. Ela contrasta com uma ABORDAGEM VIGENTE que orienta como se vai ensinar e aprender uma língua a partir de uma composição de forças em que atuam as abordagens do professor, do aprendiz e de terceiros agentes.

V. tb.: Abordagem Adotada/Escolhida, Equação de Abordagem.

Abordagem Desenvolvedora

O mesmo que Abordagem Desenvolvimental.

Abordagem Desenvolvimental

Diz-se desenvolvimentista ou desenvolvimental daquela filosofia de formação de professores de língua(s) que se exterioriza quando há uma tomada de consciência de quem se é como professor para poder, na continuidade do ensinar, buscar inovações. Na transição dos paradigmas treinamentistas para o reflexional, o trabalho pelo desenvolvimento do professor funcionou como transição de um modelo baseado em método para outro sustentado em abordagem.

V. tb.: Abordagem Treinadora, Análise de Abordagem.

Abordagem Desenvolvimentista

O mesmo que Abordagem Desenvolvimental.

Abordagem Gramatical

Constituída na percepção de língua como sistema de regras, esta filosofia de longuíssima tradição na história do ensino de línguas promove a organização do ensino a partir de uma sequência de pontos que supostamente avança do mais simples para o mais complexo contextualizados em textos e diálogos que ilustram os padrões linguísticos e dão base para exercícios de consolidação das estruturas da língua e do vocabulário. Em algumas das fases por que passou, propunha a tradução e a versão como prática útil da nova língua em estudo. Em outros momentos, essa abordagem propôs o ensino da nova língua mediado pela primeira, a prática automatizante de padrões selecionados e a explicitação de regras para serem memorizadas e aplicadas em exercícios rotinizantes. O dicionário e o livro de gramática são, portanto, instrumentos únicos e valorizados de trabalho. Os aspectos de pronúncia e os de entonação, este último em menor grau, são previstos em alguns dos métodos dessa abordagem. A relação professor/aluno tende a ser mais vertical, ou seja, o mestre representa a autoridade no grupo/classe que controla largamente o processo, iniciando turnos, solicitando produção e corrigindo erros com muita frequência.

V. tb.: Abordagem Comunicativa, Estruturalismo, Aprendizagem de Língua.

Abordagem Real ou Preponderante

O mesmo que Abordagem Vigente.

Abordagem Reflexiva

Filosofia sintetizada a partir de um conjunto de pressupostos para conduzir o processo de formação de professores ou aprendizes de línguas. Nessa visão, propicia-se ao professor buscar sistematicamente uma compreensão explicadora das ações, motivações e atitudes no próprio ensinar ou de outrem. Os professores aprendem, desse modo, a pensar com critérios e sistematicidade entremeando análise criteriosa com leituras teóricas pelo menos no cerne das questões de aprendizagem, aquisição e ensino de línguas. O fim último do desenvolvimento do pensar é a autonomia de professores e aprendizes definida como a capacidade de agir por conta própria com capacidade para descrever como se ensina ou aprende e de explicar porque se ensina de uma determinada maneira. Esse tipo de abordagem formadora oportuniza a tomada de consciência pelo professor acerca do próprio ensinar ou ensinar de outrem, posição inicial deflagradora de longa e tortuosa jornada formadora continuada dos professores.

V. tb.: Abordagem Treinadora, Reflexão, Competência Profissional.

Abordagem Treinadora

Filosofia de grande tradição para a formação de professores de línguas calcada no princípio do dizer ou informar o professor acerca do que é adequado saber para bem ensinar seguindo-se treinamento no método.

V. tb.: Abordagem Desenvolvimental.

Abordagem Vigente

Aquela que se sobressai a partir da tensão entre as várias abordagens que podem estar em jogo numa dada situação de ensino ou aprendizagem de língua; a abordagem vigente é aquela que venceu num embate de tensão entre filosofias distintas. O mesmo que Abordagem Real ou Preponderante.

V. tb.: Abordagem Desejada, Análise de Abordagem.

Abordagens de ensino e de aprendizagem de língua(s)

Filosofias ou visões do mundo de fenômenos dos processos interrelacionados da aquisição e ensino de uma língua ou línguas.

V.tb.: Abordagem.

Abordagens de formação de agentes

Filosofias ou visões do processo formativo de atores envolvidos no ensino e aprendizagem de língua(s).

V.tb.: Abordagem.

Aculturação

Modificação integradora ou revisão dos padrões culturais de um indivíduo com possível reconfiguração da identidade vinculada à L1 a partir do contato com outra cultura relacionada à nova língua que estiver sendo adquirida.

V. tb.: Identificação Cultural, Distância Cultural.

Adequação

Qualidade da produção de linguagem do aprendente indicadora de bom ajuste da interlíngua ao contexto ou situação social em que ocorre o uso da L-alvo.

V. tb.: Interação para Aquisição, Competência Comunicativa, Ambiente Comunicativo.

Adquirente

Aquele(a) que está em processo de aquisição de uma língua, seja ela materna ou segunda.

V. tb.: Aquisição de Línguas, Aprendizagem de Língua, Aprendiz, Aprendente

AELin

Sigla para Área de Aquisição/Aprendizagem e Ensino de Línguas.

Afasia

Perda ou alteração do poder de expressão pela fala, escrita ou sinalização, ou pela capacidade de compreensão da palavra escrita ou falada, ocasionada por lesão cerebral e sem alteração dos órgãos vocais. Perda da habilidade ao usar e compreender uma língua. Essa perda pode ser total ou parcial.

 V. tb.: Distúrbios da Fala, Patologias da Linguagem

Afetividade

O mesmo que Filtro Afetivo.

Agência

Função dos distintos atores no processo de ensino e aprendizagem de línguas: primeiros e segundos num círculo de protagonismo central (alunos-aprendizes e professores) e terceiros agentes, de menor potencial de pivotação das ações, mas incisivos na sua influência muitas vezes lateral.

V. tb.: Agentes Primeiros e Segundos, Agentes Terceiros.

Agentes Primeiros e Segundos

Se tomarmos o conceito de agência como indicador daqueles que agem para produzir e/ou influenciar a construção do processo de ensino e aprendizagem de línguas, os agentes primeiros e segundos são os aprendizes/alunos e os professores empenhados na tarefa. A ordenação como primeiro ou segundo parece caber melhor ao aluno e ao professor respectivamente, uma vez que alunos podem produzir o processo com resultados sob condições especiais, mas os professores nada podem produzir como resultado se não dispuserem de aprendizes para tal.

V. tb.: Agência, Agentes Terceiros, Aprendiz, Aprendente, Professor de Língua.

Agentes Terceiros

Além dos aprendentes e professores (agentes primeiros e segundos), os agentes terceiros são outras pessoas ou instituições que influem direta ou indiretamente no processo de ensino e aprendizagem de línguas. São eles, por exemplo, pais de alunos menores, colegas nas escolas e universidades, autores de documentos importantes na regulação do ensino, autores de materiais didáticos, jornalistas, coordenadores de área, associações de professores de línguas, diretores de escola, donos de franquias ou mentores de método franqueado, entre outros.

V. tb.: Aprendente, Professor de Língua.

Aluno Des-Envolvido

Estado em que se encontra o aprendente capaz de proceder a um “afastamento estratégico” do seu aprender/adquirir habitual, para poder refletir sobre o processo em que está envolvido, ganhando com isso consciência sobre o processo de aprender e de adquirir língua(s).

V. tb.: Professor Des-Envolvido, Ensinar Naturalizado, Estranhamento, Reflexão

Ambiente Comunicativo

Atmosfera propícia à aquisição criada em atividades voltadas para a interação comunicativa incrementando configurações favoráveis de filtro afetivo e a criação de abundante insumo do tipo que é compreensível enquanto desafia e que parece relevante e interessante ao aprendente.

V. tb.: Filtro Afetivo, I+1, Aquisição de L2, Fala Modificada do Professor.

Análise de Abordagem

Levantamento de dados através de gravações de aulas total ou parcialmente transcritas, depoimentos, notas de campo de observações feitas para o ensino e a aprendizagem de línguas para proceder a um reconhecimento da abordagem vigente numa dada situação. O agente analista pode transcrever sua própria aula ou de outrem e lançar diferentes olhares interpretadores sob a luz de teorias da Linguística Aplicada provocando um estranhamento daquilo que está naturalizado em muitos casos. A partir daí, é possível buscar agir com a expectativa de se gerarem mudanças no ensinar ou no aprender.

V. tb.: Visionamento, Abordagem, Cultura de Aprender, Cultura de Ensinar.

Análise de Competência

Procedimento de avaliação ou interpretação do estágio presente de desenvolvimento do conhecimento, capacidade de ação e atitudes que conformam as competências de ensinar ou de aprender línguas.

V. tb.: Competência Aplicada, Modelo das Competências. 

Análise de Dados

Análise de registros de observações feitas que ao merecerem análise se tornam dados.

V.tb.: Registros de observação, pesquisa.

Análise de Desempenho

Procedimento de descrição do processo (de aprender, de ensinar ou ambos) e explicitação analítica da qualidade da atuação profissional e acadêmica do professor ou do aprendiz de línguas, que tem por objetivo mostrar o grau de confiança do professor nas competências de ensinar/adquirir e aprender línguas.

V. tb.: Análise de Abordagem, Análise de Competências.

Análise de Erros

Procedimentos de análise de desvios da norma linguística na interlíngua dos aprendentes de línguas que implicam a categorização dessas diferenças como modo de explicação.

V.tb.: Análise de Desempenho Linguístico, Análise Contrastiva.

Análise de Linguagem

O mesmo que Análise de Desempenho.

Andaime

Metaforicamente associado ao sentido corrente em engenharia civil de colocação de alguma estrutura para sustentar temporariamente os trabalhadores enquanto a estrutura definitiva não fica pronta, no ensino de línguas o termo indica a ajuda na forma de pistas ou quebra da tarefa em partes mais acessíveis que o professor cria para guiar aos aprendizes na produção das atividades propostas.

V.tb: Tarefa, Atividade, Aprendizagem de Língua, Materiais Didáticos, Livro Didático.

Ansiedade

Sensação de inquietação e tensão que costuma acompanhar momentos em que estamos incertos sobre nossa capacidade de aprender ou desempenhar na língua-alvo. Este estado emocional de angústia, que se constitui num dos fatores que compõem o filtro afetivo, impede ou dificulta a condução de insumo ao dispositivo de aquisição de língua(s), o DAL.

V. tb.: Filtro Afetivo, Aquisição de Língua.

Aplicação de Linguística

Subárea da Linguística (Geral) cuja principal preocupação é a aplicação de alguma teorização linguística em atividades práticas envolvendo linguagem, como o ensino de línguas e a tradução ou interpretação, com o objetivo de solucionar problemas ali detectados. Nessa perspectiva análoga à produção de tecnologia nas ciências ditas exatas, faz sentido usar-se a expressão ‘Linguística aplicada a(o) ensino de línguas’ para se referir a essa atividade aplicadora.

V. tb.: Linguística Aplicada,  Linguística.

Apredizagem de Língua

Processo formal e consciente de desenvolvimento de uma competência comunicativa focalizando aspectos formais e regras que são monitoradas durante sua produção. A competência aprendida depende de regras explícitas e, por conseguinte, de metalinguagem. Caracteriza-se pela captação e retenção explícita e consciente de conhecimentos, sendo construídos incessantemente pela prática, na qual o sistema é regido por regras, aplicação e monitoramento das mesmas. A aprendizagem não se dá naturalmente em contexto real, aprende-se sobre a língua, mas nem sempre na língua. Muitas vezes o indivíduo aprende, mas não adquire a língua-alvo, não é capaz de usar essa língua aprendida em contextos reais.

V. tb.: Aquisição de Língua.

Aprendente

Aquele(a) que genericamente está em processo de aprender ou adquirir outra (nova) língua.

V. tb.: Aprendiz.

Aprendiz

Por analogia àquele(a) que aprende alguma arte ou ofício em nível básico, diz-se do(a) aluno(a) em níveis iniciais de aprendizado de uma língua, principalmente no caso de uma língua estrangeira, que aprende seguindo os ensinamentos de quem já aprendeu essa língua e a ensina por ofício agora.

V. tb.: Aprendente

Aprendizagem Baseada em Projetos

A aprendizagem baseada em projetos objetiva a construção de competência comunicativa por meio do desenvolvimento de um ou mais projetos com a assistência do professor. Essa modalidade de aprendizagem requer outras ações que não só a repetição de conteúdos memorizados, mas a construção do conhecimento que se torna possível por meio do envolvimento do aprendiz em todas as etapas do seu desenvolvimento. Desde o planejamento perpassando todo o processo até a avaliação.  Nesse esforço, utilizam-se os conceitos de temas transversais ou temas interdisciplinares e a escolha de tópicos subordinados a temas que orientam o curso.

V. tb.: Abordagem, Abordagem Comunicativa, Abordagem Gramatical, Aprendizagem de Língua, Aquisição de Língua, Materialidade da Aprendizagem.

Aprendizagem Instruída

Aprendizagem de língua(s) mediada por ensino produzido por professor(a) profissional em situação formal.

V.tb.: Aprendizagem de língua(s), Aquisição de Língua.

Aprendizagem por Repetição

Modalidade de aprendizagem baseada na repetição de elementos da forma da língua, na modelagem imitadora, na exercitação de padrões, sem o uso de iniciativas que estabeleça relação significativa com amostras da língua-alvo no processo de aprendizagem instruída. O mesmo que Aprendizagem Memorista e Aprendizagem Rotinizante.

V.tb.: Aprendizagem Significativa.
 

Aprendizagem Significativa

Processo pelo qual novos conhecimentos são relacionados com outros previamente estabelecidos de forma relevante e significativa.

V. tb.: Aprendizagem por Repetição, Rotinização, Aprendizagem Memorista, Explicação.

Aquisição

Processo de apropriação de uma dada primeira língua ou línguas subsequentes sob condições específicas nas quais o adquirente compreende a linguagem da fala de interlocutores como pais, cuidadores, professores, autores de textos ou pares em grupos ou pequenas comunidades que provêm insumo suficiente para que a língua se instale.

V.tb.: Aquisição de L2, Aprendizagem de Língua.

Aquisição de L2

O mesmo que Aquisição de Segunda Língua.

Aquisição de Língua

O sistema de aquisição se centra na internalização (mental) de modo informal e geralmente subconsciente em situações de uso compreensível da língua-alvo, uso esse monitorado pela sensação de um saber fazer cada vez mais fluente até tornar-se uma segunda natureza, um saber comunicar-se, mesmo que não se explique. Esse processo adquiridor pressupõe uma ação social de interação motivada em situações de uso da nova língua. Aquisição é, portanto, um processo informal e subconsciente de desenvolvimento da competência comunicativa na nova língua produzido a partir de abundância de instâncias de uso contextualizado e envolvido da nova língua. O adquirente sabe se comunicar mas não sabe, necessariamente, explicar formalmente porque ou como se comunica da forma como se comunica. Ele não está ciente do fato de que está internalizando de forma natural e informal as regras de uso na nova língua e tampouco sabe identificar ou explicar essas regras, ou seja, não possui domínio automático da metalinguagem. O mesmo que Aquisição de L2.

V. tb.: Aprendizagem de Língua.

Aquisição de Segunda Língua

O sistema de aquisição se centra na internalização (mental) de modo informal e geralmente subconsciente em situações de uso compreensível da língua-alvo, uso esse monitorado pela sensação de um saber fazer cada vez mais fluente até tornar-se uma segunda natureza, um saber comunicar-se, mesmo que não se explique. Esse processo adquiridor pressupõe uma ação social de interação motivada em situações de uso da nova língua. Aquisição é, portanto, um processo informal e subconsciente de desenvolvimento da competência comunicativa na nova língua produzido a partir de abundância de instâncias de uso contextualizado e envolvido da nova língua. O adquirente sabe se comunicar mas não sabe, necessariamente, explicar formalmente porque ou como se comunica da forma como se comunica. Ele não está ciente do fato de que está internalizando de forma natural e informal as regras de uso na nova língua e tampouco sabe identificar ou explicar essas regras, ou seja, não possui domínio automático da metalinguagem. O mesmo que Aquisição de L2.

V. tb.: Aprendizagem de Língua.

Arcabouço

Modelo não articulado, mas apenas plasmado numa estrutura estática.

V. tb.: Modelo, Paradigma.

Área de Aquisição/Aprendizagem e Ensino de Línguas

Uma das quatro subáreas teóricas tradicionalmente reconhecidas na área imediata maior da Linguística Aplicada. As outras três seriam Usos da Tradução/Interpretação, Usos da Lexicografia/Terminologia e Relações Sociais/Profissionais mediadas pela Linguagem. Todas têm como foco questões de linguagem colocadas na prática social. A AELin interessa-se pelos processos complexos de aquisição, aprendizagem e ensino de línguas (língua materna, língua estrangeira e segundas línguas) e procura explicitar conhecimentos em formulações teóricas sistemáticas em crescente sintonia com as práticas vividas nos contextos reais de ensino e aprendizagem de línguas.

V. tb.: AELin,  Linguística Aplicada, Grande Área da Linguagem

ASL

Sigla para Aquisição de Segunda Língua.

Asserção de Pesquisa

Declaração ou afirmação que se estabelece no início de uma pesquisa com a intenção de fortalecê-la (corroborá-la) ou desconsiderá-la após a análise dos dados.

V.tb.: Perguntas de pesquisa, Hipótese de pesquisa.

Atitude

Postura geral frente ao conhecimento e ação encenada no âmbito do aprendizado e ensino de línguas. Expressa estados de ânimo como determinação a aprender, leniência com fraquezas no processo como crenças derrotistas, abertura a maldições como "aprender línguas nas escolas não será possível", indiferença pela língua e cultura-alvo entre muitas outras. As atitudes não fazem parte da afetividade, mas incluem um componente afetivo na sua manifestação.

V. tb.: Competência, Crenças, Filtro Afetivo.

Atividade

Unidade de ação no método de ensino e aprendizagem de línguas, realizada com o intuito de praticar ou usar uma língua-alvo em sala ou outros lugares. No ensino de línguas, essas ações denominadas atividades se destinam a fazer compreender o funcionamento da nova língua e/ou experienciar o uso efetivo dela em comunicação visando com isso o desenvolvimento de uma competência comunicativa na língua-alvo.

V. tb.: Aula, Extensões da Sala de Aula, Ambiente Comunicativo.

Atividade Curta

Unidade de ação exercitadora que se realiza dentro dos limites de uma aula.

V. tb.: Exercício, Práticas de Sala de Aula, Exercício de Repetição com Substituições, Exercício de Preenchimento de Lacunas, Exercício de Transformação.

Atividade Longa

Unidade de ação para experiência comunicativa numa língua-alvo ocorrida em mais de uma aula.

V. tb.: Tarefa, Projeto.

Audiolingualismo

Movimento de implementação do método audiolingual.

V.tb.: Método Audiolingual, Método Direto, Estruturalismo, Behaviorismo e Oralidade.

Aula

Evento social e pedagógico no qual se busca, de forma organizada, empreender experiências com e na nova língua visando a sua aprendizagem e/ou aquisição.

V. tb.: Atividade, Materialidades doEnsino de Línguas, Aprendizagem de Língua, Aquisição de Língua.

Autonomia do Aprendente

Sentimento consciente e capacidade do/a aluno/a se estar no controle do seu próprio aprendizado sobre o qual ele(a) se posiciona no tempo e no espaço do ensino/aprendizagem de uma língua-alvo com foco próprio no intuito aquisicional. O sentimento de autonomia resulta de motivação ou força interna individual e crescentemente mais consciente do aprendente de língua.

V. tb.: Estratégia Metacognitiva, Aprendizagem Instruída, Estratégia de Aprendizagem, Estilo de Aprendizagem.

Avaliação

Processo de levantamento de evidências, geralmente por meio de provas, testes ou exames, utilizado para avaliar ou diagnosticar rendimento ou proficiência numa língua-alvo, isto é, para estimar os níveis ou faixas das diversas competências do professor e do aprendiz em seu processo de aquisição e/ou aprendizagem de uma nova língua, culminando no encaminhamento de certas atitudes e ações a serem tomadas pelo avaliando com o propósito de melhorar/de fazer crescer o falante ou escrevente de uma (nova) língua.

V. tb.: Avaliação de Proficiência, Avaliação de Rendimento, Reflexão.

Avaliação de Desempenho

A avaliação de desempenho é um processo que serve para avaliar a excelência e as qualidades de um aprendiz e, sobretudo, a sua contribuição para a aquisição/aprendizagem de uma nova língua. Apreciação sistemática do desempenho de cada aprendiz em função de atividades que ele desempenha, bem como suas metas e resultados. Uma atividade dinâmica na qual ambos, avaliado e avaliador, podem localizar problemas e estabelecer os meios e programas para eliminar ou neutralizar tais problemas ao longo do processo de ensino de uma nova língua.

V. tb.: Aquisição de Língua, Aprendizagem de Língua, Avaliação, Avaliação de Proficiência, Avaliação de Rendimento, Reflexão.

Avaliação de Proficiência

Procedimentos sistemáticos pelos quais se buscam evidências sobre a qualidade e quantidade da aquisição da nova língua enquanto capacidade de uso do idioma independentemente de um dado currículo ou programa de estudos realizados. Seus resultados servem para informar e orientar o aprendente e possíveis interessados nessa avaliação como empresas, universidades e entidades desejosas de alguma medida de proficiência do avaliado.

V. tb.: Proficiência, Fluência, Competência Linguístico-Comunicativa do Aprendiz.

Avaliação de Rendimento

Obtenção de evidências de aproveitamento de um programa de curso desenvolvido para se chegar a uma menção avaliadora ou a uma faixa de desempenho e posterior orientação ao aluno aprendiz sobre como proceder para melhorar seu aprendizado.

V. tb.: Proficiência, Fluência, Competência Linguístico-Comunicativa do Aprendiz.